quinta-feira, 13 de setembro de 2012

VAMOS FAZER UM LIVRO?

Quem gosta de ler livros? 
Quem tem livros em casa? 
Quem sabe como se faz um livro? 
Vocês gostariam de fazer um livro? 


Primeiro vamos assistir ao vídeo para:

1- Conhecer o processo de produção de um livro; 
2-Identificar mudanças e permanências no processo de criação/produção de circulação de livros; 
3-Colaborar com a produção de texto para o livro de uma turma.


http://www.dominiopublico.gov.br/download/video/me003565.mp4


Agora vamos para a biblioteca da escola para:

1-Conhecer  alguns livros para  manuseá-los, pegar,  perceberem de que são feitos;
2- Observarem os nomes que aparecem na capa,como os nomes do (a) autor (a), o título, ilustrador (a), editora etc.
3-  Após essas observações escolhem um livro  pequeno para leitura em sala, e em seguida , o professor  solicita que expressem de forma oral e escrita, a história do livro escolhido. 
4-Para casa escrevam a sua história de vida e tragam na próxima aula 





domingo, 1 de abril de 2012

Manuel Pinto de Aguiar


História

Nascimento: 07.03.1910 (Alagoinhas-Ba)
Falecimento: 24.11.1991 (Rio de Janeiro)
Filiação: Antônio Pinto de Aguiar e Amerinda de Aguiar.


Trajetória Política: 

Jornalista e Advogado; Diretor da Caixa Econômica Federal da Bahia e Ministro do Trabalho Industria e Comércio, 1933. Deputado Estadual, 1935. Secretário dasFinanças da Prefeitura de Salvador, 1959. Diretor da Petrobrás, 1960. Diretor Financeiro da Eletrobrás, 1963. Diretor Econômico-Financeiro da Itaipu Binacional, 1974. Membro da Academia de Letras da Bahia, da Academia Carioca de Letras; dos Institutos Geográfico e Histórico da Bahia, do de Sergipe e do de Minas Gerais.


Na Bahia

 Um dos mais destacados construtores de nossa terra, ao longo de sua fecunda existência de 81 anos, em que exceliu em domínios tão distintos como o magistério de várias disciplinas, a tradução e produção de livros, a gestão financeira, o empreendedorismo, desdobrado em vertentes tão dispares como a construção de bairros residenciais e a edição de livros, à frente da Editora Progresso, a maior de que se tem notícia no Nordeste brasileiro.

Pinto de Aguiar, como passou a ser referido, desde sempre, reunia a rara virtude de conciliar o teórico, voraz leitor e amante das formulações conceituais, em domínios tão distintos quanto a literatura, a economia, a história, a geografia, a sociologia, o direito, a filosofia e as finanças públicas e privadas-, sem falar nas incursões vitoriosas em outras áreas-, com o espírito do realizador, capaz de dar vida a projetos para muitos tidos como inviáveis ou utópicos, por se situarem, aparentemente, acima dos meios perceptíveis pela sensibilidade comum.

De tão rica biografia, como é natural, dimana a dificuldade de enquadrar tão eminente brasileiro, nascido em Alagoinhas, numa categoria profissional única. Espírito poliédrico, por excelência, Pinto de Aguiar percebia as diferentes dimensões do conhecimento ou dos afazeres da vida como partes de um todo uniforme. E foi com esse insaciável espírito de perquirição que serviu à Bahia e ao Brasil em cada um dos diferentes postos públicos que assumiu, a exemplo de como Secretário das Finanças de Salvador, diretor da Petrobrás, da Eletrobrás e da Itaipu Binacional.


Manuel Pinto de Aguiar, o homem de sete instrumentos


Uns dizem que ele era o mago das finanças; outros, um construtor de bairros; para muitos, um inovador incansável; professor incomparável. Tão diversificada e abrangente foi a capacidade de realização de Manuel Pinto de Aguiar, que o homem do povo, na sua imbatível sabedoria, sentenciou: ele é um homem de sete instrumentos.
Posso garantir que a todos tocava com grande maestria e soberba harmonia, como se fora a reencarnação do próprio Rachmaninoff, seu compositor favorito. Suas obras são visíveis. O Parque Cruz Aguiar, que ergueu no barro do Rio Vermelho; o Jardim Lobato, na região petrolífera; os Barris, beirando o dique, cujo projeto de urbanização deixou pronto, e o Alto do Garcia foram algumas de suas criações na Secretaria de Finanças de Salvador. Por tanto realizar numa Prefeitura que encontrou falida, o seresteiro popular afirmou que ele era o mago das finanças -- ao invés de coelhos, tirava dinheiro da cartola! Qual o truque? Estranhou: “Não houve truque algum. Apenas bom senso, absoluta isenção e equilíbrio no tratamento de todos os casos. Junto a uma pequena base teórica e experiência prática, recuperamos a confiança do contribuinte”.
Partidário ferrenho do planejamento, criou a Comissão de Plano da Cidade, para tratar do crescimento ordenado de Salvador, órgão que hoje arquitetos e engenheiros pressionam o Prefeito para por em ação. Logo foi fisgado para a esfera nacional, a Diretoria Financeira da Petrobrás e, depois, da Eletrobrás. Teve de afastar-se da Faculdade de Economia da UFBA, que ajudara a criar; abandonou os seus negócios particulares, inclusive a Editora Progresso, instrumento de divulgação de muitos escritores baiano, à qual amava devotadamente. No Rio de Janeiro, dedicou-se por inteiro aos negócios do petróleo. Tornou-se um dos homens mais entendidos no assunto, em todo o País, como ficou provado. A ele devemos o Conjunto Petroquímico da Bahia (COPEB), que dizia ser a menina dos seus olhos; as articulações iniciais para a implantação da Usina Siderúrgica da Bahia (USIBA), para não falar na conclusão do terminal de Ilhéus, e na instalação de vários outros projetos, inclusive de refinarias em Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul. Com base nos estudos técnicos que de perto acompanhava, e nos resultados que a Inglaterra vinha obtendo no Mar do Norte, afirmou: “as mais promissoras perspectivas de produção de óleo, no Brasil, estão na plataforma continental; esses campos poderão dar a auto-suficiência ao Brasil”. Obviamente referia-se à hoje cantada e decantada camada do pré-sal. Na Eletrobrás, graças à estrutura econômico-financeira por ele implantada, pôde-se executar o Plano Nacional de Eletrificação. Também a ele deve-se a definição, bastante complicada, da organização bi-nacional da Eletrobrás. E porque há muito para registrar sobre este inovador e progressista baiano, decidi concluir neste 7 de março de 2010, quando se comemora o centenário do seu nascimento, a sua biografia que vinha escrevendo e espero seja publicada neste ano. Menos para que sirva de exemplo e mais para ficar claro que o homem, ainda em condições adversas como as que viveu Pinto de Aguiar, pode influenciar e mesmo promover mudanças na sociedade em que vive.Dentre tantas realizações, Pinto de Aguiar foi, acima de tudo, um homem feito de livros, como disse o jornalista Luiz Guilherme Tavares. Além da sua notável produção intelectual, publicou mais de 500 livros na Progresso, para a qual fez 27 traduções, do inglês, italiano, francês, além de escrever orelhas, prefácios, introduções etc. Vivia cercado de livros. Livro na mão, na cabeça, no coração. Creio mesmo que o seu coração tinha a forma de livro, cujas páginas eram preenchidas por gotas de sangue sob a forma de letras que, ao ritmo de suas batidas, enchiam-lhe as veias. Organizavam-se no cérebro, em linhas, páginas e mais páginas, formando livros que lhe chegavam às mãos para serem distribuídos Brasil afora, levando escritores baianos a quantos quisessem ler e saber. Assim foi esse brasileiro. Que sempre viva entre nós.

Consuelo Novais Sampaio





As Profissões — poema infantil de Nelson Nunes da Costa


AS PROFISSÕES




– Sou lavrador — cavo a terra
Para depois semear.
– Eu, pescador, passo a vida.
Na canoa sobre o mar.
– Mitigo as dores da vida
Sou solícita enfermeira.
– Eu sou mecânico perito,
Não sei de melhor carreira.
– Operário, desde cedo, 
Que começa o meu labor.
– Nos incêndios, o bombeiro,
Revela o grande valor.
– Eu sou médico excelente,
Tenho curas assombrosas.
– Na cozinha, ao fogo ardente,
Faço comidas gostosas.
– Comerciante zeloso,
Não me afasto do balcão.
– Eu sou modista afamada,
Pois coso com perfeição.
– Sacerdote caridoso,
Eu trabalho pela cruz.
– Aprendiz de carpinteiro,
Eu sou o que foi Jesus.
Toda profissão é nobre
Exercida com carinho,
Só o homem preguiçoso
Acha o trabalho mesquinho.



Nelson Nunes da Costa (RJ 1899 – 1976) Jornalista, professor, Membro da Academia Carioca de Letras. Estudioso da Historiografia carioca foi diretor do departamento de História e Documentação do Município do Rio de Janeiro. Cronista, jornalista, professor, contista e escritor. 




segunda-feira, 5 de março de 2012

Aula 12/03 Profª Geane e Tatiana

O nome da gente

Por que é que eu me chamo isso
e não me chamo aquilo?
Por que é que o jacaré
não se chama crocodilo?

Eu não gosto
do meu nome,
não fui eu
quem escolheu.
Eu não sei
porque se metem
com o nome
que é só meu!

O nenê
que vai nascer
vai chamar
como o padrinho,
vai chamar
como o vovô,
mas ninguém
vai perguntar
o que pensa
o coitadinho.

-Foi meu pai que decidiu
que o meu nome fosse aquele
isso só seria justo
se eu escolhesse
o nome dele.

Quando eu tiver um filho,
não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que procure um!

(Pedro Bandeira)

Site do Significado dos Nomes
http://www.significado.origem.nom.br/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aula interdisciplinar

Aulas de Letramento com Profª Geane e Matemática com Profª Rosa em 01/11/2011

Vídeos:


Projeto Arte e Africanidades

Racismo é Burrice (Gabriel O Pensador)

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano "O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar" Racismo, preconceito e discriminação em geral; É uma burrice coletiva sem explicação Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo à sua frente Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral Racismo é burrice Não seja um imbecil Não seja um ignorante Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante O quê que importa se ele é nordestino e você não? O quê que importa se ele é preto e você é branco Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda, então olhe para trás Olhe a nossa história Os nossos ancestrais O Brasil colonial não era igual a Portugal A raiz do meu país era multirracial Tinha índio, branco, amarelo, preto Nascemos da mistura, então por que o preconceito? Barrigas cresceram O tempo passou Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor Uns com a pele clara, outros mais escura Mas todos viemos da mesma mistura Então presta atenção nessa sua babaquice Pois como eu já disse racismo é burrice Dê a ignorância um ponto final: Faça uma lavagem cerebral Racismo é burrice Negro e nordestino constróem seu chão Trabalhador da construção civil conhecido como peão No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia É revistado e humilhado por um guarda nojento Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói O preconceito é uma coisa sem sentido Tire a burrice do peito e me dê ouvidos Me responda se você discriminaria O Juiz Lalau ou o PC Farias Não, você não faria isso não Você aprendeu que preto é ladrão Muitos negros roubam, mas muitos são roubados E cuidado com esse branco aí parado do seu lado Porque se ele passa fome Sabe como é: Ele rouba e mata um homem Seja você ou seja o Pelé Você e o Pelé morreriam igual Então que morra o preconceito e viva a união racial Quero ver essa música você aprender e fazer A lavagem cerebral Racismo é burrice O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista É o que pensa que o racismo não existe O pior cego é o que não quer ver E o racismo está dentro de você Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca E desde sempre não pára pra pensar Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural Todo mundo que é racista não sabe a razão Então eu digo meu irmão Seja do povão ou da "elite" Não participe Pois como eu já disse racismo é burrice Como eu já disse racismo é burrice Racismo é burrice E se você é mais um burro, não me leve a mal É hora de fazer uma lavagem cerebral Mas isso é compromisso seu Eu nem vou me meter Quem vai lavar a sua mente não sou eu É você http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/137000/